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sexta-feira, 10 de junho de 2011

X-Men Primeira Classe - First Class (2011, Mathew Vaughn)



Excelente reinício para a saga dos X-Men no cinema, apesar de ter personagens em excesso para serem bem trabalhados, comum em filmes de equipes de super-heróis. Os atores principais (James McAvoy e Michael Fassbender) estão fantásticos em seus papéis, garantindo o clima denso e profundo da trama.
Iniciando na exata mesma cena que o primeiro filme dos X-Men (praticamente a única boa cena do antigo filme inteiro) mas contando a história a partir daquele ponto.
Confesso que desconheço inúmeros personagens mais recentes nos quadrinhos, como Angel e Azazel, este último e um outro "capanga" do mal, são personagens mudos no filme (assim como o Dentes-de-Sabre no primeiro filme), resultado de uma impossibilidade de se trabalhar tantos personagens em um único filme. Há um momento sinistro do filme no entanto, em que essa "mudez" de Azazel contribui para o clima da sequência.
Magneto pela primeira vez é interpretado como o personagem dos quadrinhos: imponente, arrogante e com uma presença marcante, auxiliado por uma trilha sonora fantástica em suas cenas.
Um raro bom filme de equipes de super-heróis, recomendado para os fãs de X-Men, quadrinhos, super-heróis e filmes de ação com ficção. (observação: aqueles fãs bitolados que não gostam de mudar nenhum detalhe do "original" dos quadrinhos podem detestar o filme, tendo em vista que MUITA coisa é alterada.)
O segundo filme (X-Men 2) da antiga trilogia viria em um segundo lugar distante na franquia cinematográfica de X-Men.


sábado, 7 de maio de 2011

Thor

 (2011, Kenneth Branagh)

Filme baseado no personagem em quadrinhos criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby em 1962. O personagem é parte do "mundo Marvel" criado pela editora Marvel, em que vários personagens vivem no mesmo planeta Terra, e interagem entre eles. O filme é parte da iniciativa dos Estúdios Marvel de transpor seu "mundo Marvel" para as telas, incluindo a legião de fãs e gerando mais bilheteria, na mesma lógica das continuações e franquias. Pode-se dizer que este é mais um filme da franquia "MARVEL", que foi precedido pelo excelente  "Homem de Ferro", depois "Incrível Hulk" e "Homem de Ferro 2". No final de "Homem de Ferro 2", assim como em todos os outros filmes da franquia, há um link que mostra a interação entre todos estes filmes, no caso, o Agente Coulson encontrando o Martelo do Thor no meio de um deserto. Esta cena aparece idêntica no filme de Thor, que é um filme acima da média dentre os filmes de super-herói, no entanto, com um público muito mais limitado do que homem-de-ferro, pois estamos falando de muita fantasia e ficção aqui.
O filme é visualmente interessante, o design e concepção de asgard e vários aspectos asgardianos não deixa a desejar. Thor também está bem caracterizado e seu uniforme condiz com a história e a premissa do filme. Os três guerreiros (Hogun, Volstagg e Fandral) e Lady Sif no entanto não são tão convincentes para os fãs dos quadrinhos.
O filme tem bons momentos de ação, bons momentos cômicos sem ficar tolo, com boas piadas e boas sacadas.
O romance é um pouco forçado e foi mal construído, mas não chega a comprometer o todo.
A idéia de Asgard em si foi muito bem construída no roteiro. Parabéns ao roteirista e à excelente condução de Kenneth Brannagh.
O filme é recomendado para quem curte os quadrinhos, bem como quem acompanha a franquia marvel ou gosta de filmes de super-heróis.
Dentre a franquia Marvel, acredito que ele só fica abaixo de "Homem-de-Ferro", e é superior a todos os filmes Marvel não comandados pela Marvel (Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, etc)
Novamente, lembrando que pelo excesso de fantasia ele tem um público menos amplo.


P.S.: Não saia antes de acabar os créditos, pois você perderá um link para o futuro filme dos vingadores que inclui algo que aparecerá no filme do "Capitão América", ainda este ano.

sábado, 30 de abril de 2011

Rio

 (2011, Carlos Saldanha)

Um filhote de Arara-Azul é capturado para ser vendido nos Estados Unidos e acaba nas mãos de uma menina que a cria com muito carinho. Com o perigo da extinção da espécie, um brasileiro que tem uma fêmea Arara-Azul vai ao exterior tentar trazer a ave para procriação.

O filme tem poucos momentos engraçados, se prende bastante na aventura. A mata atlântica parece a Amazônia em algumas vezes. As favelas aparecem,  os criminosos, e vários estereótipos, alguns exagerados em demasia como o guarda-costas com roupa de carnaval brilhante, e o tucano bom-de-lábia que convence a esposa-ruim-megera a deixá-lo sair no carnaval para ajudar um amigo, apenas com um papinho do tipo "lembra quando a gente se conheceu?".

Os animais antropomorfizados representam os cariocas, inclusive adorando carnaval. O filme é claro, se passa durante os dias do carnaval. Algumas cenas do desfile são fantásticas. Visualmente, o filme é fantástico. Mas não sei se isso é suficiente para recomendá-lo.

É impossível não perceber o plágio e lembrar de Madagascar ao ver macacos dançando ou o choque do pássaro de cativeiro com.. a natureza, inclusive com uma cena muuuito semelhante ao Madagascar.

Foi um daqueles filmes em que as músicas não se encaixam, apesar de na maioria das vezes ser uma ave quem está cantando.

O vilão é bem malvado, e também canta!

Eu também esperava mais de um brasileiro, mas ao menos a crítica ao contrabando de animais é muito válida.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Enseada



Grande documentário feito pelo ex-treinador do Flipper, Richard O´Barry que virou ativista e nos últimos 35 anos dedicou-se a reverter o dano causado por ele e o sucesso da série Flipper, que gerou parques aquáticos pelo mundo todo, mantendo golfinhos em cativeiros.
A Enseada do título é um local em Taiji no Japão, onde ocorre um massacre de golfinhos, revelado pela equipe do filme que se arriscou muito para realizá-lo e divulgar ao mundo o que lá acontece.
Faça sua parte e assista!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Saga Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse



(Twilight Saga: Eclipse, 2010)

Assim como Harry Potter, a saga se sustenta pelo sucesso dos livros. Adolescentes também garantiram o sucesso da série em ambas as mídias.

Confesso que o primeiro filme, Crepúsculo, achei muito bom. Me surpreendeu positivamente de várias maneiras e, se não soubesse que era sobre vampiros teria sido ainda melhor, pois o filme garante o mistério e suspense sobre o comportamento - e mais tarde, poderes - de Edward Cullen de forma magnífica. Os personagens são muito bem construídos (apesar da atriz principal ser um pouco antipática) e a única cena que destoa mais do conjunto é o jogo de beisebol, que lembra o quadribol do Harry Potter.

A segunda parte da saga, Lua Nova, é ridícula, sofrível e lamentável. Para piorar, soube um mês antes sobre os lobisomens, que até então eu não sabia, e era a "surpresa" da continuação.

Esta terceira parte, Eclipse,  pelo menos é muito superior ao segundo filme, um filme razoável de ação, e os personagens mais seguros em seus papéis, sem se sustentar em efeitos e roteiros medíocres.
Claro que só vale como "um todo" e ainda está muito aquém do primeiro filme, o único que se salva nesta série até o momento.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meu Malvado Favorito



(Despicable Me, 2010)

Um grande vilão perde prestígio para um novato e precisa de um plano elaborado para recuperar sua posição no mundo do crime.
Boas idéias, animação cativante, ams ao mesmo tempo, assim como no também criativo "Tá Chovendo Hambúrger", o roteiro mistura elementos estranhos e abusa um pouco das situações absurdas tratadas com normalidade, como o vizinho ver ele chegando com seu "vilão-móvel" e conversando normalmente.
Essas e outras quebras na história acabam nunca levando a empolgação, e apesar de várias boas piadinhas, não haverá nenhuma boa gargalhada.
A relação do vilão Gru com sua mãe foi sutilmente bem construída e já revela muito de por que ele é o que é, e dá dicas do que acontece durante o filme.
Vale assistir, mas nada memorável.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Shrek Para Sempre



(Shrek Forever After, 2010, Dreamworks)

Ao contrário do "Shrek Terceiro", neste o trocadilho do número com o título (Shrek 4ever) se perdeu no título nacional.
Esta quarta parte, prometida como a última, tem um desfecho interessante, homenageia alguns momentos do original, dá importância a toda a saga vivida pelo personagem, e algumas cenas de ação muito boas. O primeiro Shrek tinha a criatividade e crítica aos contos de fadas como seu ponto forte. O segundo se prendeu ao humor - e talvez até supere o original neste quesito - mantendo seqüências de ação muito boas, como o clímax final, e vilões excelentes, totalmente dentro da premissa da série de revirar o mundo de conto de fadas de cabeça para baixo. O terceiro - de longe o mais fraco da série - tem uma premissa paupérrima com personagens desperdiçados (Arthur e Merlin) e se salva apenas pelas cenas com as princesas e algumas boas piadas.
Esta quarta parte tem diversas seqüencias muito boas, alguns momentos tristes e/ou emocionantes, ação, e talvez tenha perdido um pouco apenas no humor - que era uma característica marcante na série.
A seqüência de cenas sobre a rotina diária do casal principal é muito bem elaborada, e a criação de um "novo mundo" para a série - com alguns destinos diferentes para os personagens - também é muito bom.
A série conclui mostrando a "importância" que seu personagem teve para aquele mundo, e no destino de todos aqueles personagens.
Bom entretenimento.

As Múmias do Faraó (As Extraordinárias Aventuras de Adele Blanc-Sec)



(Les Aventures Extraordiaries d' Adèle Blanc-Sec, 2010, Luc Besson)

Filme francês inspirado nas histórias em quadrinhos criadas por Jacques Tardi, que conta as histórias de uma escritora aventureira que busca curar sua irmã.
O filme peca por não escolher seu público-alvo. Tem cenas tolas o suficiente para um filme infantil (do tipo que subestima a inteligência do espectador) ou besteirol tipo "A Múmia"; lado a lado com cenas sinistras de forte impacto, em especial as sequências com a irmã da personagem principal.
Excesso de personagens pouco aprofundados, e uma cena totalmente desnecessária após os créditos somam-se a esta aventura indefinida, com momentos gradiosos (como alguns momentos do pterodátilo) e exageros visuais, que pelo menos são geralmente bem realizados. Piadas forçadas não agregam muita coisa à experiência também.
O título nacional, infelizmente como de costume, nada tem a ver com o original, centrando-se em um fato explorado apenas na parte final do filme, as múmias do faraó.
Interessante, diferente, mas em geral, dispensável.

Aprendiz de Feiticeiro



(The Sorcerer's Apprentice. 2010)

Previsível filme fadado a ser sucesso de "Sessão da Tarde", embora acabe sendo destaque em um ano com tantas produções banais em efeitos e história (que teve seu ápice no remake de "Fúria de Titãs").
Entretenimento tipo família, meio indeciso entre se levar a sério ou ser um besteirol completo. Lembra "A Múmia" com "Harry Potter".
Achei inferior à "Percy Jackson e o Ladrão de Raios", mas tem gente que discorda e prefere este.
"Assistível", talvez você se divirta, talvez você se arrependa...

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1



(Harry Potter and The Deathly Hallows - part 1, 2010)

Primeira parte do último livro da saga de Harry Potter, que, como no último filme, peca pela falta de emoção, com uma direção fria e distante, cujo sentido e emoção depende da pessoa que já leu o livro, já que o diretor não foi capaz de transmitir essas informações com a intensidade necessária.
Tal qual a morte de um personagem no filme anterior (um momento que deveria ter sido o clímax e auge do filme), este filme é repleto de ótimas cenas sem força alguma. Quando você percebe que é muito mais emocionante lembrar e contar as cenas do que tê-las visto, você percebe que há algo errado no filme. Vários filmes recentes de hollywood apresentaram este mesmo sintoma, a apatia, em maior ou menor grau.

É uma pena que uma série que cresceu até o episódio 3 (na minha opinião, o auge do entretenimento inteligente), atingiu maturidade no final de episódio 4  (e emoção muito maior do que todos os últimos filmes juntos com um personagem desconhecido), da parte 5 em diante tenha ficado cada vez mais sem graça e sem propósito. Voldemort parecia ser um vilão que prometia e cada vez está mais desinteressante e "sem sal". Cinematograficamente, Harry Potter está ficando cada vez pior, mas como suas bilheterias rendem graças aos fãs dos livros, que conseguem transferir a emoção e ficam felizes em ver os personagens em "carne e osso", a série continua rentável e alguém no comando disso deve achar que acertou em cheio. Até os críticos são facilmente enganados (se forem leitores do livro pelo menos).

Espero que a conclusão definitiva tenha alguma emoção.

A Origem



(Inception, 2010, Christopher Nolan)

O novo filme de Christopher Nolan mistura filmes de assalto com Ficção Científica, e lembra um pouco Matrix. MUITO aquém de Matrix, é claro.
Assim como Marcelo Hessel, do Omelete, também não achei "Inception" o mais fantástico filme do ano. Na verdade, ele foi bem frustrante para mim. Achei ele relativamente previsível - aquela cena final dá pra prever na metade do filme; e o início do filme também já dá para sacar no instante em que o ator aparece mais novo, confirmado depois pelas explicações do "limbo" e do cálculo de tempo da Ellen Page.
E foi visualmente frustrante para mim também. Quando Ellen Page faz aquela louca incursão e modificação do mundo você acha que a coisa vai ficar delirante e impressionante, e isso nunca acontece, criando uma expectativa com a habilidade dela que não foi posta em ação.
Eu achava que seria o único a não "babar" por este filme (como aconteceu no frustrante e decepcionante "Guerra ao Terror") e fiquei muito feliz quando li a crítica de Hessel no Omelete.
Não que o filme seja ruim, longe disso, mas com certeza ele não é "isso tudo".
Não achei o filme "complicado" também. Ele é bem linear (apesar das ações concomitantes do "clímax") e foi bem explicado durante o transcorrer do filme.
Só não assista com muita expectativa ou achando que vai ver um novo Matrix ou um final do tipo "Shyamalan"...

domingo, 14 de novembro de 2010

O Último Mestre do Ar

 (The Last Airbender, 2010, Shyamalan)

O filme é uma adaptação do excelente desenho animado da Nickleodeon, "Avatar: A Lenda de Aang, O Último Dobrador de Ar".
Apesar de superior aos filmes de "ação" deste ano, como "Princípe da Pérsia" e o remake de "Fúria de Titãs", o filme ainda deixa muito a desejar.
As emoções e construções de personagem se perdem na correria do tempo de um longa-metragem (curto), há várias falhas com personagens como o macaco voador Momo que desaparece do roteiro e da cena insistentemente, causando um choque quando "reaparece" em cena. Algumas soluções ficaram mais interessantes do que no desenho (como o fogo não ser gerado naturalmente pela nação do fogo, apenas controlado) e as atuações são superiores ao que eu imaginava pelo que havia ouvido antes de comentários do filme.
Uma das coisas mais criticadas (infundadamente) foi o fato de não usarem atores asiáticos para todos os personagens. Como eu imaginava, não podia ser uma reclamação mais sem sentido. A forma como foi feita deixa clara diferenças étnicas em cada nação, e faz todo sentido.
Uma pena não haver uma versão com mais profundidade, tipo versão do diretor lançada em vídeo, com umas 3 horas e meia, coisa assim.
Recomendado para os fãs de filme de ação com efeitos, ou para os fãs da excelente série de animação.





terça-feira, 9 de novembro de 2010

NossoLar

 (NossoLar, 2010, Wagner de Assis)


Tenho que confessar que minha expectativa era muito baixa nessa produção. Por isso, me surpreendi. O filme é bom, razoavelmente bem conduzido, construindo emoção ao longo de sua exibição.
O início do filme (primeiros 30 minutos?) faz disparar o alarme de bomba-á-vista. Parece que a construção do personagem foi zero (ele já começa morto). Mas aos poucos a direção vai entrando nos eixos.

Nunca li o livro. Mas a cena com os notebooks representando a "modernidade" no "paraíso" me pareceu totalmente fora de sentido. Se ainda estávamos nos anos 30, qual o sentido de ter tal equipamento lá? Só se justificaria se estivéssemos nos tempos atuais, e as máquinas "emulassem" o que temos aqui para os espíritos ficarem mais confortáveis. Se fosse uma tecnologia mais avançada, poderia ser BEM mais avançada, e não mostrar exatamente o que temos "agora", na época da produção do filme. Foi uma falha terrível da Produção e da Direção de Arte.

Apesar disso, os efeitos especiais são razoáveis, algumas vezes mais convincentes do que outras. A narração e vozes em off realmente tornam um pouco chata a experiência e minimizam a emoção que deveria ser passada as vezes apenas por olhares dos aotres, mas não chega a comprometer a ponto de ficar intolerável. A trilha sonora fica um pouco invasiva às vezes, no entanto fiquei em dúvida se o problema era da mixagem de som ou da sala mediana em que assisti à produção.

Os textos e diálogos didático também foram muito criticados, creio que erroneamente também, pois os personagens estão realmente sendo didáticos - estão ensinando ao protagonista André Luiz.

É verdade que ele tem momentos que -talvez estejam no livro original - mas que poderiam ter sido cortados na obra cinematográfica como repetição de discursos anti-ateístas, reafirmando que estão todos errados. Apresentar o falho personagem que vai ao purgatório como um ateu me pareceu um clichê-lugar comum desnecessário também. Um religioso teria sido muito mais interessante.

Vi muitas críticas à passagem considerada desrespeitosa para com outras crenças, que seriam os judeus indo para o "mundo espírita" ao serem mortos na segunda guerra. Não vi nada de errado na cena, a lógica do filme é que todos iriam para lá, não interessando sua religião, então tem todo o sentido do mundo. Eu confesso que também achei inusitado, mas não desprovido de sentido. Se fosse uma ficção científica, em que ressuscitavam as pessoas no futuro através de DNA congelado armazenado, ninguém iria criticar algo dizendo que somente as religiões que acreditam em ressureição poderiam ressucitar, e que seria falta de respetito colocar personagens de crenças diferentes. Sei lá, foi um exemplo fraco e confuso, mas o que quero dizer é que faz todo sentido se o filme for visto como fábula ou uma ficção normal.

Concordo com a maioria dos críticos no entanto, que devido ao valor investido e a preocupação com vários detalhes técnicos, "Nosso Lar" poderia ter contribuído muito mais para o cinema nacional.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Como Treinar Seu Dragão


(How to Train Your Dragon, 2010, Dean DeBlois e Chris Sanders)


Filme fantástico. Assisti no cinema em 3D, mas como o forte do filme é sua história e as emoções que ela provoca, ele não perde impacto na versão DVD/Bluray 2D.
O impacto da emoção é ainda mais forte pra quem achava que a Dreamworks não faria mais nenhum trabalho memorável e emocionante, coisa que eles vinham devendo desde os tempos da animação convencional. Apesar do bom site Omelete falar como se a Dreamworks nunca tivesse feito trabalhos emotivos, eles jpá fizeram sim, trabalhos carregados de emoção, criatividade e inovação, como por exemplo "Spirit, O Corcel Indomável", outro filme que eu recomendo muito por sinal, e que ja possuía várias das características boas de "Como Treinar Seu Dragão", como animais que NÃO falam, vários núcleos emocionais, a ignorância humana para com os animais e seu próprio mundo, e o poder da amizade.

Existem cenas realmente emocionantes, e é quase impossível, para quem entrou no clima, não ficar com os olhos úmidos em uma cena, e sentir um aperto terrível em outro momento. A trilha sonora é fantástica e contribui muito para a emoção do filme.

Fantástico exemplo de filme que não ofende a inteligência do espectador, coisa não muito comum em animações (Com exceção das produções da Pixar e da Ghibli)

O filme inicia contando a história de soluço e o vilarejo viking onde nasceu. A história apresenta clichês como o garoto não ajustado apaixonado pela garota mais corajosa (lembrem-se que são vikings), e apesar de super inteligente é incompreendido em sua vila de vikings fortes e agreessivos. Seu desejo é se tornar forte, um matador de dragões, um "verdadeiro" viking, para ser aceito pela sua sociedade e conseguir uma namorada. No entanto, estes clichês e arquétipos são extremamente bem conduzidos, ao já tradicional estilo "Pixar" da emoção e do bom roteiro.

Uma marca registrada da Dreamworks deste século não está presente neste filme, que é o humor/sátira, normalmente recheado de citações a outros filmes. Na verdade esta tendência que virou sinônimo de Dreamworks e de animações pobres para rir e esquecer vieram por causa do sucesso estrondoso de "Shrek" (2000) que gerou 3 continuações diretas, inúmeras cópias de estilo e que quase naufragou a criatividade e originalidade do estúdio de Spielberg, Geffen e Katzenberg; que ficou preso a uma fórmula sem enxergar que a criatividade de Shrek estava na ousadia do primeiro, e mesmo sua seqüencia tendo sido suficientemente cômica (e um terceiro atingindo o patamar da mediocridade), não há muita graça ou criatividade em repetir a mesma idéia e piada infinitamente.

Felizmente, esperemos que a Dreamworks siga em frente num retorno ao sucesso e que a Pixar mantenha sua qualidade também, para que haja competição e estímulo. "Toy Story 3" é quase uma cópia das situações dramáticas e cômicas de "Toy Story 2", espero que não indique o início de um declínio na qualidade Pixar. Apesar disso, a maioria dos sites de crítica dá nota máxima para o filme da Pixar e coloca "Como Treinar Seu Dragão" um pouco abaixo. Se "..Dragão" tivesse sido feito pela pixar, ninguem ia sequer cogitar dar menos do que nota máxima, pois o filme emociona, e INOVA!!!! Inovação falta ao Toy Story 3, apesar da cena lacrimosa, o filme da Dreamworks foi MUITO MAIS ousado em seu final.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Avatar (2009, James Cameron)


Avatar foi um espetáculo cinematográfico imperdível. Confesso que quando vi o trailer, tive certeza que não queria ver o filme, apesar de ser do James Cameron, do qual gostei de todos os filmes que vi (ok, menos Piranhas Voadoras).
É um espetáculo feito para se ver em 3D. Não gosto muito de 3D, sempre achei meio tolo e o s óculos sujos e riscados não ajudavam na experiência. Fui assistir.
Uma das primeiras cena do filme já é espetacular. Cria uma profundidade de campo que eu nunca havia visto antes. São as pessoas acordando da câmara criogênica. Nesses primeiros segundos eu lembro que só fiquei pensando  ( MAS QUE TIPO DE 3D É ESSE? SERÁ QUE MUDARAM O EQUIPAMENTO???? )
Era impressionante. O filme já tinha me conquistado nessa cena. Parecia que a tela era um buraco, um portal, uma janela para o local aonde o filme ocorria. E essa sensação continuou durante todo o filme.


Abaixo vou comentar cenas do filme e não recomendo a leitura pra quem ainda não viu.

Apesar de mal explorado, como muitos criticaram, a deficiência do personagem principal e seu triunfo ao possuir o novo corpo é mostrada pelo menos uma vez, na euforia de seu despertar e fuga. Li críticas também à cadeira de rodas manual, dizendo que era absurdo para aquele futuro. Não creio que o futuro deixe todas as classes sociais com acesso à tecnologia, e no filme, dá a entender que a Terra não é um lugar muito legal pra se viver, então imagino muitos problemas econômicos e sociais fora os ecológicos. Só li isso depois, nem me passou pela cabeça nas 3 vezes em que assisti ao filme (sim, assisti 2x em blu-ray depois, mesmo sem o 3D).
A cena em que Neytiri apaga a tocha e Jake percebe que seu corpo alienígena pode "ver" no escuro é fantástica. Outras cenas de impacto depois são, principalmente a emocionante destruição da árvore-lar com uma fantástica trilha sonora que aumenta a sensação de desespero que permeia a cena, e cuja melodia pode ser ouvida no final, na hora em que pareciam que estavam ganhando e começam a perder sem parar, inclusive com a mote de Tsu-tey e a a aparentemente iminente morte de Neytiri. As duas cenas impressionam e emocionam quem conseguiu mergulhar na história.
Simplista? Clichê? Sim, mas extremamente bem conduzida. Parece Pocahontas? Pra quem quer achar problemas no filme, é fácil, principalmente na história que segue modelos e clichês, mas no entanto o espetáculo e a obra final são imperdíveis no cinema em 3D. Vale a pena conferir também quem gosta de James Cameron, Ficção, Fantasia, Esperança, Ecologia...acho que todo mundo?
Quaritch é um personagem estereotipado? Sim. Mas na verdade, a triste realidade é que MUITA GENTE é assim estereotipada e ignorante. Você encontra isso em todo lugar. Imagina no exército! E em um futuro miserável.
Interessante também a abordagem religiosa dos nativos. Cameron explica tudo cientificamente. Não é uma religião que acredita em fadas que nunca viram ou seres mágicos. Os nativos acham tudo divino e mágico, mas os cientistas e o filme explica tudo, até a sapiência da árvore sagrada. Como um filósofo famoso disse no passado: "Se tudo aquilo que não compreendermos dissermos que é divino, não haverá um fim para as coisas divinas!"
Apesar da previsibilidade e clichês, o filme sempre me enganava, algumas pessoas eu achei mesmo que iriam morrer, por exemplo, como a Neytiri. Achava que a Sigourney escaparia no entanto.
Aquele "I See You" era desagradável é verdade, acho que o principal problema era que vem o SAURON na cabeça de imediato!
Quando aqueles olhos abrem no final (essa cena, depois de tudo, era bem previsível sim) você quer conhecer Pandora. Entrar em um Avatar.


Saí do cinema extasiado.
Desde MATRIX isso não ocorria. Era um filme feito para o cinema, e quem via em casa depois perdia MUITO, mas MUITO mesmo do impacto visual do filme.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Filme "Chico Xavier"

Lançado em Blu-Ray e DVD, o filme tem um belo visual na versão de alta definição. Infelizmente o áudio possui diversos problemas técnicos, como falta de sincronia de fala (erros de dublagem que inclusive já haviam sido percebidos durante sua exibição nos cinemas), música excessivamente alta em relação aos diálogos, além dessa trilha sonora ser inadequada em diversos momentos, tentando chamar a atenção (tirar a atenção) e imitar trilhas de suspense de filmes "B" em momentos em que um tema mais dramático encaixaria melhor.


O roteiro consegue manter o principal de forma competente, apesar de em alguns momentos os "pulos" na história incomodam, principalmente na transição da vida adulta para a terceira-idade, onde se cria uma expectativa na situação e nada é explicado em como o personagem superou/enfrentou essa passagem na sua vida.

As interpretações são competentes, com exceção do papel do guia espiritual, que apesar de caracterizado, se torna um personagem extremamente chato e desinteressante.

Algumas seqüencias do diretor também são um tanto inadequadas, como a que precede a aparição do espírito pela primeira vez.

A personagem de Chico Xavier segura o filme devido a seu forte carisma, e o resultado do filme é apenas mediano, apesar de que poderia ter sido um filme muito mais grandioso, e inclusive, muito mais emocionante.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Princesa e o Sapo

Um filme da Disney que volta ao tradicional desenho em 2D e em que todo mundo canta (mocinho, mocinha, vilão e coadjuvantes). A história é pouca mas bem conduzida, creio que as crianças vão gostar (inclusive das músicas), e alguns momentos tristes da história podem marcar o filme como "Rei Leão" e "Bambi" fizeram no passado. Alguns momentos o desenho parece meio grosseiro (me refiro ao traço), lembrando a fase da Disney nos anos 70. Em vários outros momentos o desenho é maravilhoso.
Infelizmente assisti ao desenho no Shopping Itaguaçú, em Florianópolis. E isso me fez vê-lo na proporção quase quadrada da tela-cheia 4:3. Lamentável. Só nos créditos finais, ao começar a cortar os nomes que apareciam nos créditos, que o mentecapto do projetor abriu mais a lente e o filme ficou em Widescreen (16:9 aproximadamente). Ao sair do cinema, como é Shopping, você não sabe nem com quem reclamar. Parece que reclamar na bilheteria entra por um ouvido e sai pelo outro. Na banca de pipoca também não adianta. O cara do projetos fica em algum lugar do segundo andar, sem escadas acessíveis do piso do cinema, por fim, você acaba desistindo.
Resumindo, é uma boa fábula musical da Disney, mas sem acrescentar nada de novo. Uma das cenas do filme me pareceu uma paródia/homenagem a um filme clássico, e que já foi usada no filme "Sem Floresta".

Abaixo, seguem wallpapers do filme em FullHD: